• Tropecei num carrinho de mão cheio de mandiocas A boca de lobo nada fala. O ralo é raso e o esgoto, fundo. Calçada abriga papéis de bala, E gente que faz da rua, mundo… Cansado de ideias que não cabem no chão. Na caminhada vespertina, avistei um jovem que vendia mandiocas e conduzia um carrinho, de mão. O boné escondia seu rosto, porque […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    21 de agosto de 2015
  • Contornos em torno do 2º turno (que não vi) Pontilhava pausadamente os períodos da estação. Despercebeu toda esta conjuntura. Notou nesta eleição que: Quando se trata de Primavera e Política, não existe mistura. A retina crítica cedeu ao desfoque. A ótica agora era vislumbre. Ao passo que olhava e nem sabia mais o que via… Se cores, sabores ou alegria. E assim segue, reelegendo […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    26 de outubro de 2014
  • O Profeta, o Poeta e o Pateta Existe profecia que de tão bela, parece poética. Há também a poesia profética. Porém, ambas podem ser patéticas. Todo profeta conhece bem Deus e seu povo. A denúncia do profeta baseia-se na realidade. Todo poeta transvê o rumo do mundo. Sua poesia é cíclica e nunca redundante. Ninguém fala o óbvio, exceto os patetas. Nunca […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    11 de maio de 2014
  • Quando os pés escrevem Conjugo-me sabendo que não existe futuro do pretérito em minhas (or)ações. E assim sigo: no presente do indicativo com as mãos para o al(v)to… Parece-me que quanto mais fundo os pés pisam, mais alto voam. Entre o espaço de uma pegada e outra, passeiam na leveza do caminho, que possui em suas estradas, solavancos mancos […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    28 de janeiro de 2014
  • Feita de Diamantes Curto muito Ben Harper e tenho a canção Diamonds on the inside como uma pérola de suas composições. Um colar onde cada frase representa uma pedrinha que me deixa viajando, relembrando, projetando… Ocorre que algumas vezes essas preciosidades são tão bem guardadas em nós, que temos dificuldades em encontrá-las quando a concha está fechada. Dias […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    21 de janeiro de 2014
  • O céu e o Sol no parquinho O movimento da gangorra pesa com leveza a exatidão no tamanho das alegrias, O grito agudo das eufóricas gargalhadas corresponde com precisão às energias, De quem joga com força no banco de concreto o ursinho, E depois de deslizar pelo escorregador o pega de volta, com carinho. Enquanto a outra passeia com a boneca, no […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    4 de janeiro de 2014
  • O Apontador Quem nunca errou o alvo? Talvez aquele que nunca tenha mirado. Ainda assim, é possível que tenha apontado. O que aponta nada entende de alvo. Quem aponta, não considera os acertos. Apontadores sempre condenam quem falha. Quem aponta, não percebe nada. Quem aponta, não observa. Exceto, se essa observação tiver em seu apontamento a finalidade […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    22 de setembro de 2013
  • O Suborno do Outono Ah, as estações do ano… Tangíveis em beleza. Intensivas. Cíclicas… Não seria a natureza democrática? Gestão estritamente descentralizada. Cada qual anualmente gerencia sua porção de dias, possuindo uma cota para pintar e bordar o cenário do grande globo.   Se até a natureza parece democrática, seria a humanidade naturalmente democrática? Conheço alguém que até pagaria […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    29 de maio de 2013
  • Incognitações… De repente, compreende-se que flores sepultam. Nunca enlutei ninguém com rosas. Todo desbotado carece de colorido – enquanto vive… Respeito o preto e branco porque nele está o que se foi… Entrementes, cultiva-se o tempo… Acaso cada caos causa um caso? Ocasiona-se inesperadas ocorrências? Enigmático imã de catalisar coincidências! Providências? Reticências… Saudades de ter certeza […] Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    20 de novembro de 2012
  • Trilha Sonora no Trilho do Trem Na dialética da vida, aceito argumentar com as incógnitas & incertezas, mas não tenho diálogo com as inconstâncias. Invalido tudo o que conflui para a liquidez! Não sou de plástico! Sou reciclável e não descartável… (Era de sábado, já tarde da noite) Vinnícius Almeida
    0
    Comentários
    24 de setembro de 2012