Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir(…)


(Trecho do poema “Nosso Tempo”, de Carlos Drummond de Andrade)

Difícil é captar o tempo das ideias e sintonizá-lo ao compasso dos pés. É custoso fazer ideias, como torna-se árduo frutificá-las… no chão. Lembro-me que nossos pés escrevem.