“O êxtase não perdura”, escreveu o romancista E.M. Forster, “mas abre um canal para algo duradouro”. A fidelidade perseverante, focada e sem desvios confirma a autenticidade de nossa espiritualidade. Os predecessores para os quais nos voltamos em busca de ânimo nessas questões – Agostinho de Hipona e Juliana de Norwich, João Calvino e Amy Carmichael, John Bunyan e Teresa de Ávila – não desistiram. Permaneceram.

A espiritualidade sem compromisso é semelhante à sexualidade sem compromisso – rápida e circunstancial, superficial e impessoal, egoísta e desamorada -, no fim uma paródia da promessa inicial. Desprovida de compromisso, a sexualidade degenera em vício, violência ou enfado. Desprovida de compromisso, a espiritualidade, independentemente de quão sábia ou alvissareira, tem um curto prazo de validade.

[Eugene H. Peterson, em “Espiritualidade Subversiva”, p. 54. Mundo Cristão].