No princípio era o verbo… utilizado apenas para falar ou ver as horas. Possuía jogos e hits polifônicos. Sua forma era quadrada e pesada. E hoje é quase um deus…

Agora, os novos modelos evoluídos atraem crianças, jovens, adultos e velhos.

Cabem fotos, vídeos, anotações, músicas, subjetividades…

Fazem votos, posts, devoções, dúvidas, futilidades…

São tantos os adeptos. Tão grande o monte de tempo dedicado a isso…

É o mundo inteiro diante do polegar que sustenta a órbita do aparelho numa mão.

Velocidade das informações, onde as conexões permitem conhecer, alcançar e navegar no oceano da virtualidade…

Tem em tudo o que é teclado um mesclado de autoafirmação!

Vem, faz valer os filtros que levam à vaidade e a sua expansão!

Afirmada na chegada das curtidas que autenticam a aprovação!

Espetacularização cibernética!

Comentários & compartilhamentos!

A que pixel chegamos?

Em verdade, em verdade vos digo: mero papagaio digital de discursos eloquentes, mas quase sempre, nada nada coerentes.

Divã eletrônico! Desabafo via caracteres! Afeto só por emotions! Web cam…

Self(ie) serve para preencher o vazio?
Vinnícius Almeida alterou sua foto do perfil.

Not-Banksy Street Art Calls Us - The Millennial Paradox