Não devemos acreditar em toda a fala ou sugestão, mas devemos cautelosa e pacientemente ponderar o assunto, referindo-nos a Deus. Mas ai de nós! Tal é nossa fraqueza, que muitas vezes acreditamos e falamos mal dos outros, em vez de bem! Homens bons não dão crédito, com facilidade, a todo caso que se conta; pois sabem que a fragilidade humana é inclinada para o mal (Gn 8.21), e muito sujeita a ofender com palavras (Tg 3.2).

É muito sábio não ser precipitado nas ações (Pv. 19.2), nem se posicionar obstinadamente em suas próprias vaidades. Faz parte desta mesma sabedoria não acreditar em tudo que você ouve, nem despejar nos ouvidos de outros (Pv 17.9) o que você ouviu ou acreditou. Consulte alguém que seja sábio e consciencioso, e busque ser instruído por alguém melhor do que você, em vez de seguir suas próprias invenções (Pv 12.15).

Uma vida direita torna o homem sábio segundo Deus (Pv 15.33), e lhe dá experiência em muitas coisas (Ec 1.16). Quanto mais humilde um homem é em si, e quanto mais conformado a Deus, mais prudente será ele em todas as coisas, e mais estará em paz.
[Thomas à Kempis – A Imitação de Cristo]

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Quando impasses pedem calma. Preces combinam com passos lentos. Pausados no silêncio de si e do tempo. Outono é uma estação. Pensar é uma ação sempre que os joelhos são a articulação do caminhar. Então, ajoelhar torna-se antídoto. A medida preventiva de quem não faz ideia do tamanho do trajeto, mas precisa ir. E por vezes seguir, significa parar, pensar, ajoelhar e agir…