O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu o que são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moeda.

Friedrich Nietzsche, “Sobre verdade no sentido e mentira no sentido extra moral” in Nietzsche: Os pensadores, ed. Abril, 1978).

Das duas, uma: ou a Verdade, o Belo e Bom dançam integrados trinitariamente sem dissociar, ou os problemas em fragmentar estes elementos seguirão. O individualismo, o subjetivismo, o relativismo moral e cultural apresentam uma série de perigos, tais como a dissolução do Ser num globalitarismo que age com tamanha intolerância em defesa da maquiada “tolerância”. Considero mero esfolamento travestido de “Flexibilidade”. Cabe cuidado nessas ideias e nestes “ideais”. Parecem conceitos tão descolados, quando na realidade, proliferam-se envenenados. Estou com a turma que defende que Cristianismo e Ideologia não vão juntos na balada, não frequentam a mesma festa e nem sequer participam do mesmo banquete. Não proponho sectarismo, nem se trata de superioridade. Nós dialogamos sim! Somos plurais sim! (Pluralistas é outra parada…) Até porque, nosso chão é o mesmo: a cultura! No máximo, tomamos um café para debater ideias e conceitos. E assim, retemos o que convém. Só! Depois cada um segue seus trabalhos.  Algumas coisas não se misturam! Ainda que o dito popular “tamo junto e misturado” seja o top das paradas de sucesso nas ruas, na militância, na academia…
Na época de torções e distorções, há urgência em conhecer os tons, os acordes e a música da pista. O caminho exige passos importantes e passes ousados, por vezes estreitos. Isso possibilita saltos maiores, dos quais vislumbro até que venham… Nisto, preciso do céu e do chão. Penso que quem disso soltar: dança!