O novo dilúvio não apaga as marcas do espírito. Carrega-as todas juntas.  Fluida, virtual, ao mesmo tempo reunida e dispersa, essa biblioteca de Babel não pode ser queimada. As inúmeras vozes que ressoam no ciberespaço continuarão a se fazer ouvir e a gerar resposta. As águas deste dilúvio não apagarão os signos gravados: são inundações de signos.
(LÉVY, 1999, p. 16 – Cibercultura).

Laços são precisos! Não nós cegos!

A polirreceptividade da virtualidade torna a vida tudo, menos terna.

Na era das conexões e desconexões, diretas e indiretas no Face, coisa rara é o cara a cara.

Sentimentos online? Sorrisos sem emotions!

Tem gente que digita tanto, mas nem sabe falar direito. Sendo eu canhoto, tento endireitar-me, todo dia.

Eu hein?! Mim não faz isso! Quem faz é o ego! Credo! Expulsa que é vírus! Legião de redes ilusórias que enroscam e roubam tempo…

Há quem personifique a tela de cristal líquido. Se vê ali. Pena que não se enxerga! Neonarcisos

Quando o verão chegar, quem vai curtir, você ou o avatar?

Enquanto é tempo, pode-se desfrutar da primavera, sem a necessidade de buscar curtidas. Provavelmente, a atualização de status não será a do quo.

Acaso o grito de alegria das fotos que exibia, não seria um sussurro que demandaria ?
Quando verdadeiramente ofusca o próprio ? De quem tecla claramente estar ?


* Apesar de androides paranóicos, como bem diz a música do Radiohead, “Deus ama seus filhos”, sim…