Tinha 18 pra 19 anos quando li pela primeira vez, um de seus livros. Não parou por ali. Devorei logo em seguida,  dezenas deles. Inclusive,  tenho alguns títulos aqui em casa. Sempre que carecia de poesia e outros papos que amo, recorria às suas obras,  textos e crônicas. Minha teologia tem buscado beber de solos enraizados,  mas a poesia voa,  aspira e inspira mergulhos profundos mesmo no chão rasteiro do cotidiano. E nisto (também em tantas outras coisas), Rubem Alves era mestre em fazer,  desfazer ou ainda,  refazer… Ah, que saudade… Não poderia deixar de registrar meu carinho lírico e literário por esta pessoa tão generosa e potente de saberes que viveu tão belo e tão bem.

“É preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento.  Perdemos a alegria porque pensamos que ela virá no futuro,  depois de algum evento portentoso que mudará a nossa vida”. – do livro, Espiritualidade.

“Quem é rico em sonhos não envelhece nunca. Pode mesmo ser que morra de repente. Mas morrerá em pleno vôo. O que é muito bonito”. – do livro,  Espiritualidade .

Lembrei

 de ipês amarelos…

Em memória,  Rubem Alves.

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