Conjugo-me sabendo que não existe futuro do pretérito em minhas (or)ações.
E assim sigo: no presente do indicativo com as mãos para o al(v)to…

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Parece-me que quanto mais fundo os pés pisam, mais alto voam.
Entre o espaço de uma pegada e outra, passeiam na leveza do caminho,
que possui em suas estradas, solavancos mancos e de toda a sorte de tampos.

Por isso os pés escrevem!

Quando param,
Quando pedem descanso,
Quando pingam o “i”;
Quando podem passar,
Quando pulam…

De hoje, enquanto caminhava, tentava acertar o compasso entre os passos e o tom da rima. Deve ter sido isso: a poesia (que nunca subiu à cabeça) desceu para os pés. Até porque afinar um percurso delgado é pura loucura.

Ando devagar mas sem negar o porquê venho…