Bom belo e do bem

O enquanto é gestação. O quando é visão. Enxergada pelo horizonte da janela, a enxada que carpina a aquarela. Sobre a mesa, o Vento sopra e derruba a sobremesa no barro. O jarro balança pela metade brindando com a colher. Pensando na idade, azucrinando a cabeça da mulher… Que se esquece de varrer casa à dentro, mas lembra de sonhar com casamento.

Lava louça, recolhe a roupa e encontra cartas inesperadas com palavras preciosas, de efeito tal, mas sem valor atual. Quiçá todo achado antigo tivesse o preço do próprio umbigo. Depois, chora no colo do amigo e ora na celebração de domingo.

Desvela o desejo despido enfronhado em vê-la naquele vestido. Tudo é tão alvo de tom que ofusca seu rosto. Sem perder o gosto, fica claro que nada é imposto. Sede de néctar só tem a abelha que procura a flor. Apenas colore quem tem desejo de cor. Somente ama quem tem fome de… Vida!

Para além dos verbos, dos versos, das fábulas… Imanente aos incertos, aos inconstantes e quem se julga ser o bastante. Dispensa decretos, divide afetos, combina lágrimas, costura sorrisos entre lábios selados, acalma a alma e provoca ebulições – em nações e corações.

Aquece a mais profunda geleira e congela um vulcão. Acalma a alma e traz paz ao mais revolucionário cidadão. Esbanja potência pra gerar… Quem decide amar…

Certo de que quem ama, escolhe assim agir…

(Poema-dilema ao som de Derek Webb, “Wedding Dress” e preparando a razão e o coração pra assistirem Amor Pleno).