“Hoje o tempo voa…” – Diria a famosa canção “Tempos Modernos”.

Repensando sobre muito, devo concordar que “não há tempo que volte…”.

Entretanto, talvez o “novo começo de era” não seja de “gente fina, elegante e sincera”. E, a “habilidade” não esteja em “dizer mais sim do que não”.

Percebo sutilmente que dizer Não, torna-se cada vez mais difícil nesses “Tempos Loucos”. Parece-me que qualquer teoria ou atitude  contrária ao fluxo da moda do pensar, configura-nos como caricaturas bizarras ou ainda de “outro mundo’.

Enfim, é chegada a hora de preparar quem vai gratuitamente receber esses rótulos. E, por acreditarem em valores radicalmente[1] contraculturais, serão cada vez mais interpretados como pessoas “ultrapassadas, reacionárias e antiquadas”.

Por isso, Não quero mais “me permitir”. Pode a psicanálise freudiana taxar de mero desejo reprimido. Desejo despojar-me de mim (se é que há algum tesouro aqui para utilizar essa palavra).

“Deus me livre de ser original” – [C.S Lewis]

“Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” – [Jesus de Nazaré, no Evangelho de Mateus, 16.24]

Solidificando diariamente convicções, observo que  identidades autênticas são constituídas de assertivas negações.
Todavia, quem diz “Sim” pra tudo, pode encontrar inesperadamente com o “Não” – agora, em sentido e consequências  estritamente prejudiciais/negativas.

Tempos Loucos (Jars Of Clay)

Você é insensível deste jeito
E é por isso que diz
As coisas que diz
Você não consegue atrair
As coisas das quais sente falta
Você está tentando em vão
O tempo parece estar sempre louco
Você descobre que vai acordar e se dar conta
De que é preciso mais que seus olhos lacrimejantes
Para consertar as coisas
Você desce em espiral
Quebrou a sua coroa
E não se sente uma rainha
Você viu a evidência
Mas continua a chorar amargamente
E nunca vai acreditar
O tempo parece estar sempre louco
Você descobre que vai acordar e se dar conta
De que é preciso mais que seus olhos lacrimejantes
Para consertar as coisas
Você tenta subir numa escada quebrada
Se agarra a degraus inexistentes
E cai cada vez mais e mais
Parece que há algum tempo atrás você disse que
Isto não duraria e agora se assenta aqui a chorar
Ao lado de sua cama
Se sente abandonado à morte
Você ajoelha no escuro
É preciso mais que seus olhos lacrimejantes
Para consertar as coisas
O tempo parece estar sempre louco
Você descobre que vai acordar e se dar conta
De que é preciso mais que seus olhos lacrimejantes
Para consertar as coisas

[1] Obviamente que quando menciono a palavra Radical, considero a derivação do latim radix, portanto, raiz.