Imagem

Fascina-me o universo das aranhas. Sutilmente (sobre)vivem solitárias (ou seria em solitude?) entre a fronteira da adrenalina combinada sinergicamente com o perigo. Capacidade incrível de realizarem uma análise de conjuntura e perceberem situações de risco apenas pela vibração do solo. Novamente, convém ressaltar: há quem pensa que sabe apenas porque conhece.

Elas, as aranhas: observam, analisam, projetam, atacam! E os humanos?

Porém, nem sempre seus mecanismos de defesa garantem a proteção. Toda a artimanha, trama e fama de venenosa, podem reverter-se de maneira danosa, custando-lhes a vida.

E quando não é assim? Quem nunca teceu pensando estar apropriando, aderindo ou envolvendo e ao final, deparou-se surpreendido com o susto? Do instinto ou da presa evadida. Quando o pior acontece, o contrataque com efeito quase incurável, do veneno que quase enlouquece…                (exceto com prece)

Mortífero o veneno que contabiliza o regressivo tempo inexpressivo de mobilizar arquiteturas e laços que, em tão pouco, podem se tornar embaraçados nós e ruínas destrutivas.

Não componho o grupo dos cartesianos. Até discordo de certas exatidões. Pessoalmente, sou um dado de saldo negativo se tivesse que enumerar materialmente realizações. Cálculos somáticos de meus erros apontam em indicadores reais a inexistência de fórmulas equacionais sobre as incógnitas.

Contudo, é inegável que cada passo deve ser milimetricamente pensado. De semelhante modo, sejam as tocas, os buracos ou mesmo a teia, podem ser construídos sobre a areia.

Então, detalho que em cada passo, almejo tecer ainda que na solitude, concretude e solidificação dos momentos…

Somente as raízes, as teias e as redes promovem o antídoto contra a venenosa e expressiva liquidez…