Sim, este é o tema de um cd das minhas bandas favoritas de rock nacional – quando tinha 12 anos. Minha mente era outra, meu corpo era outro, meu rosto era outro. A alma? (quem sabe?) A mesma…

Quanta coisa mudou… A simbiose dos reflexos da infância, as confusões de adolescência, os questionamentos e utopias da juventude e as incógnitas da vida adulta – condensam seus efeitos sobre o mesmo ser. Cercado de movimentos dialéticos, não fujo filosofar diante de tais contos. Conto para o próprio eu, que por vezes, o superego não tem vez e prevalece aquele que permanece com o senhorio de mim.

A práxis é apaixonante! Das duas uma: ou sinto efeitos colaterais de um néctar nunca antes experimentado ou experiencio uma especificidade tão ímpar, que desejo formar par na unidade coletiva.

Não posso negar a positividade que subtraí todo o acúmulo de tristezas. Não posso deixar de citar que o passado sempre serve de adubo para expectativas futuras. É inegável que só existe uma sensação que me dava mais adrenalina do que descer as rampas com o skate – quando tinha 12,13,14,15…  – e, com 25 anos, não esperava novamente sentir tal sensação.

Ontem, tinha medo de morrer. Hoje, temo quando me (te) vejo no (como) espelho. Amanhã, temerei se viver morrido…

“Ainda me lembro bem, daquela quinta-feira… Parecia inofensiva, mas te dominou…”

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