De repente, compreende-se que flores sepultam. Nunca enlutei ninguém com rosas.
Todo desbotado carece de colorido – enquanto vive…
Respeito o preto e branco porque nele está o que se foi…
Entrementes, cultiva-se o tempo…

Acaso cada caos causa um caso?
Ocasiona-se inesperadas ocorrências?
Enigmático imã de catalisar coincidências!
Providências?

Reticências…

Saudades de ter certeza que duvido.
Respirar e sorrir sem motivo.
De cantar meu cd favorito de ouvido…
Ativar sensações por estar cativo…

Coerências…

Optativas ou Cumulativas?
Previsíveis ou Incontroláveis?
Preventivas ou vulneráveis?
Humildemente, inexplicáveis…

Descarrilada dádiva vitalícia! Se Inevitavelmente trilhas por assombrosos túneis, se no trajeto tudo escurece impedindo visualizar horizontes, talvez seja a hora de fechar os olhos. Certamente, quem conduz, possui luz, esperança, o saber e o fazer. Ressignificando cotidianamente o valor tão caro do preço da passagem de ida que possibilita toda esta viagem…

Próxima parada?

Remar sobre o solo sagrado ancorado no chão da vida. Baseado no Verbo. Inspirado por ações. Entusiasmado por reações. Chocado por Incognitações…

Como a inquietude tranquiliza…

Sigo na primavera. Das tantas, a mais colorida!

Primavera, 20 de novembro de 2012. Na colorida caminhada figurada da realidade desbotada…