Há 15 dias atrás, participava de uma aula onde estavam presentes cristãos das alas católica e protestante, sendo estes, em sua grande maioria – padres, pastores, freiras e seminaristas de ambas as escolas. Também haviam gnósticos e agnósticos no local. No entanto, para esta ocasião, refiro-me estritamente aos cristãos…

Num determinado momento, a pessoa que ministrava o encontro, ironizava uma série questões e descarregava em seu discurso afirmações que ridicularizava os elementos essenciais do cristianismo. Ficava claro seu posicionamento teologicamente liberal. Respirava fundo, pois, de certo modo, aquilo começou a incomodar… (a arrogância por parte de alguns teólogos/filósofos chega a ser impressionante). Questionei algumas coisas e senti levemente ter sido motivo de risos no local. Em seguida, notei a tentativa de abafar minha fala. Nenhum problema com isso…

Só acho hipócrita permanecerem em ambientes acadêmicos com certo discurso, e em suas comunidades de Fé – sustentarem outro.

Para acabar com esses problemas, sugiro aos adeptos de uma teologia liberal, que ao invés de declararem o Credo Apostólico, utilizem o Credo Liberal em suas respectivas liturgias:

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Cremos numa divindade parcialmente poderosa, que, com o processo do acaso, cria a vida; e em Jesus Cristo, o grande mestre, revolucionário, que foi concebido pelo elo de amor (relação sexual) entre José e Maria; por questionar o sistema, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, mas seu legado, o ressuscitou pelas narrativas históricas e Ele vive em nossos corações por meio da utopia encarnada. Cremos no marxismo e nas filosofias emergentes a partir do século XIX, no método histórico-crítico para a interpretação real das escrituras, considerando a conjuntura sociocultural e ideo-política; cremos na mística, e em todas as formas de espiritualidade que promovem a comunhão; cremos que pecado é somente aquilo que oprime o outro, pois, a humanidade é boa. Axé.