Observando as outras coisas que estão abaixo de ti, compreendi que absolutamente não existem, nem totalmente deixam de existir. Por um lado existem, pois provém de ti; por outro não existem, pois não são aquilo que és. Só existe realmente aquilo que permanece imutável. “Bom para mim é apegar-me com Deus”[1], porque se eu não permanecer nele, tampouco poderei permanecer em mim mesmo. “Ele, imutável em si mesmo, renova todas as coisas. Tu és o meu Senhor, porque não tem necessidade de meus bens”.[2]

Agostinho de Hipona, 354-430. Confissões, Livro VII, página 191

Rembrandt_Meditation

[1] Salmo 72.28

[2] Salmo 16.2