Talvez a pergunta que de fato importa seja: pode o cristão – aliás deve o cristão – enfrentar a possibilidade de que em certas ocasiões não há nenhuma maneira cristã de sobreviver? Acreditamos no poder invencível do sofrimento redentor? Há suficientes mulheres e homens de fé profunda dispostos a trabalhar, a sofrer e a morrer em resistência espiritual diante das atitudes desumanas que estão agora no controle?
Felizmente, a cruz não é a palavra final que Deus falou ao seu povo. Nossa vida cristã olha para além do Calvário, para a ressurreição, e é a natureza humana do Cristo Ressurreto, completamente banhado pelo fulgor da divindade, que mostra como num espelho radiante, tudo aquilo para que somos chamados. O destino de nosso irmão Cristo é também o nosso destino. Se sofremos com ele, com ele também seremos glorificados. O padrão é sempre o mesmo. Alcançamos a vida somente por meio da morte, chegamos à luz somente pela escuridão, o grão de trigo precisa cair no chão e morrer. Jonas precisa ser enterrado no ventre do grande peixe.
“Quando você atravessar as águas,
eu estarei com você;
quando voce atravessar os rios,
eles não o encobrirão.
Quando voce andar através do fogo,
não se queimará; as não o deixarão em brasas.”
Isaías 43,2
(Extraído do Livro: Meditações para Maltrapilhos de Brennan Manning, página 104 – Ed Mundo Cristão)