Via três Marias que carregavam três crianças enquanto vinham. Elas usavam calças, mas parecia que nada tinham. Uma lembrava pele de cobra. A outra era total transparente. Enquanto a terceira, lembrava uma tigresa. Cabelos avermelhados, tons desbotados, semelhante à cor de água fervida quando esquento salsicha para fazer hot dog em casa.

Substâncias psicoativas era o assunto de um grupo que falava mais alto do que os meus novos fones de ouvido. Nem mesmo o som pesado que ouvia, foi capaz de tapar a sujeira que por aqueles era proferida.

Quanto tempo uma estrutura erguida sob colunas arenosas pode suportar a tempestade de idéias tão venenosas? Sorrateiramente, tapeiam risadas, ocupam as mesas da boemia e formulam discursos, recheiam assuntos absolutamente vazios…

Cheios de certezas, por vezes, acompanhados por duas ou, por que não, nove cervejas?

A maximização da adultice parece resultar em expressivas ações de infantilização das decisões da vida. Degradação real do processo que insistem ser natural…

Distancio-me das discrepâncias desconexas presenciadas diariamente…

Aprecio aos que resistem e optaram pelo afastamento de questões que martelam a mente…

Entre a colisão dos fundamentalismos e o esfolamento dos liberalismos. Aquém deste, e para além daquele, trilho no compasso de minha lanterna, pegadas reduzidas à velocidade de conta gotas. Tão importante quanto saber para onde vou é pontilhar o trajeto de como irei…

Elementar,

Tenho os elementos extraídos de um Livro que tem sido minha lanterna até aqui…

(últimos pretextos para textos dos dias finais desses 24 anos – Madrugada, 01:01)

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