“O cara mais underground
Que eu conheço é o diabo
Que no inferno toca cover
Das canções celestiais
Com sua banda formada
Só por anjos decaídos
A platéia pega fogo
Quando rolam os festivais…”

(Zeca Baleiro, em Heavy Metal do Senhor )

Poderia escrever muita  coisa sobre os textos que circularam com afrontas tão polêmicas (ou mesmo agressivas), relacionadas ao modo de vida que alguns cristãos se orientam (ou reproduzem) nas igrejas que frequentam…

Outro fenômeno “interessante” nesta semana, foi um vídeo tosco onde o Bispo de uma determinada igreja, ataca o Apóstolo de uma outra, ou melhor pior, ele o faz durante um ato de exorcismo, na qual o “espírito maligno”, põe as “cartas sobre a mesa”.

Não é ironia… É vergonha mesmo!

De um lado, a discrepância  entre as produções teológicas e o cotidiano da vida como ela é.

Do outro, as fantasias, fábulas e contos da carochinha do neopentecostalismo vazio – que enoja e adoece multidões em nossos dias, contaminando a fé das pessoas e conduzindo-as para um caminho ilusório e surreal, comparado ao que entendo por seguir Jesus…

É verdade que o próprio Jesus disse que na casa de seu Pai existem muitas moradas – João 14.2

No entanto, é o mesmo Jesus que afirma ser o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém encontra o Pai, se não for por meio dele.  – João 14.6

Logo, o caminho é estreito! Não é tão largo quanto um sambódromo ou ainda, tão glamuroso quanto uma passarela da São Paulo Fashion Week – mesmo algumas pessoas associando seus “cultos e eventos” desta forma, nas igrejas por aí…

Acho que a música a seguir, descreve com propriedade o que sinto quanto presencio certas cenas e “certos” (ou seria errados?) “profetas”.

Deus nos livre de uma espiritualidade que aceita qualquer barulho, absorve qualquer bagulho e, mesmo parecendo cheia (afinal de contas, possui um belo discurso, as palavras chave para aprovarem suas teses e as pautas da moda nas reuniões mais “cabeças”) – é na verdade, insossa, oca e simplória…

“Miserável, digna de compaixão, pobre, cega e está nua” – Apocalipse 3. 14-21