Muita coisa vem sendo digerida na primeira semana do ano… Também pizzas doces e salgadas, recheadas e quase queimadas, cafés da manhã, da tarde, da noite… Almoços e jantares, sucos e vitaminas, hambúrgueres e novos lanches… A camelada na procura de água de coco e a engraçada torneira do bebedouro do Parque que me encharcara todo…

O retorno da apreciação de Milk shakes tradicionais…
A pouca saliva na boca, talvez indicasse algo além da sede que sentia…

Entre as inúmeras ligações, os incontáveis torpedos SMS, as chamadas no bate papo virtual, as primeiras reuniões sobre assuntos profissionais, institucionais e eclesiásticos (embora não oficiais) e os diálogos mais informais, permitiram-me captar a originalidade do valor real das verdadeiras amizades…

As leituras bíblicas diárias (diurnas, vespertinas e noturnas) – em certos períodos, graças a um aplicativo do celular, nutriram, com toda a certeza, esta semana que passei. Os momentos de oração: solitário com Deus; e as intenções em oração: em que foram solidários comigo; permitiram uma sensação nunca antes vivenciada: de repente, a espiritualidade transcendeu estes momentos íntimos, de ler, de orar, jejuar e adorar…  E transbordaram para os espaços do meu cotidiano. Os mais simples! Nunca pensei ver Deus por ali…

. No passeio com meus cachorros – a diversão daquelas crianças na praça ao brincarem com os cães. Nos idosos que se aproximavam para acariciá-los. Na satisfação do Frederico (um dos cachorros), por estar saindo com seu dono…

. Na sabedoria partilhada nas potentes palavras vindas daquela senhora tímida, que trabalha no serviço operacional. Quanta lição de vida! Tenho nos dedos quem a cumprimenta. Definitivamente, “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4.6).

. Observar crianças montando um quebra-cabeça trouxe-me a percepção da complexidade da fase adulta. Por isso, começo a entender à opção de algumas pessoas por tornarem suas vidas mais pragmáticas. Temo as declarações que exibem flashes de felicidade instantânea e de fato, simultânea. Se existem modelos que a vida simplifica, preferi seguir o Evangelho que a intensifica.
“Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna” (João 6.68).

A primeira pessoa que presenteei neste ano foi meu irmão. Captei sua estranheza ao ver o objeto a ele entregue. Minha afirmação foi: “Comprei porque isso me fez lembrar você!”. Tudo bem que o agradecimento saiu um tanto entalado. Retirei-me do quarto emocionado! Minha sintética oração foi: Senhor obrigado!
O perdão é uma das armas mais potentes que utilizei em toda a minha vida. Seus impactos são capazes de abrir novos caminhos. Como diria (meu melhor amigo ancião mais jovem) Tião: Abre portas, aonde não tem portas!
Lutero comparava o poder do evangelho com a pólvora… Estou começando a sacar o porquê da comparação. As explosões atingem proporções incríveis.  Experimentem…

. Uma ida ao caixa eletrônico com meu pai não biológico teceu experiências e estruturou algumas estratégias de resistência. Laços intergeracionais ampliam a capacidade de reflexão de fenômenos e acontecimentos. A operação a ser feita era apenas uma transferência bancária. Quando notei, estava aplicando aqueles depoimentos, tendo o desejo de acumulá-los para o longo dos meus dias.

“Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade”
(Provérbios 27.9)

Bom saber que diversos encontros, todos muito saudáveis, nutriram minha primeira semana do ano. Ótimas companhias… Especialmente quando se ressignifica amizades.
Reencontros… Lembranças… Passam se os anos e quão valiosas as recordações…
Melhor que a prosa, é poder observar a face de quem proseia…

Sensação de que o novo pode ser o antigo revelado…

08/09 de janeiro, de 2012 (Como o tempo passa)