Sempre fui fascinado pelo natal! Gosto muito de presépios, árvores, estrelas, guirlandas, pisca-pisca… Para além desse clima decorado e tão explorado nos veículos de comunicação, que influencia este período apenas sob a figura do papai Noel ou do incentivo às compras, está o sentido de celebrar nesta data, o nascimento de Jesus e o impacto gerado na história da humanidade.

“Ele podia segurar o universo na palma da mão,
Mas abdicou disso para flutuar
No ventre de uma virgem”

Max Lucado no livro, Seu nome é Jesus[i]

Embora faça parte de uma Igreja Cristã Reformada[ii] e minhas orientações teológicas também sigam muitas destas tendências, neste período natalino, aprecio com muita delicadeza o que me foi ensinado por pessoas que professam a fé cristã e atuam nas comunidades da ala católica. Tenho influências bastante significativas que herdei especialmente por uma pessoa que me envolveu nestas reflexões em tempos de Advento.  Quanta riqueza litúrgica, artística e espiritual durante as missas…

Por outro lado, ouço discursos por parte de alguns protestantes e evangélicos que reduzem o sentido do Natal às simplórias críticas ao consumo exacerbado da temporada (ora, não é assim o ano inteiro? A questão é que neste mês, envolve ainda mais um salário para aquecer o mercado… E mais, quantas destas igrejas, não estimulam a prosperidade plena, defendem que os seus nasceram para vencer e progredir… Deixa pra lá!). E ainda insistem em colocar nos boletins de suas igrejas que o Natal não é comemorado no dia 25 de dezembro… que é uma festa pagã… inserida na igreja no século não me lembro qual… e que toda essa idéia de decoração, como: piscas, guirlandas, a árvore de natal “não está na Bíblia” – (e pra piorar os argumentos, dizem que pode ser idolatria)[iii].

Não pretendo neste texto, apresentar o conceito de Natal do ponto de vista teológico ou religioso, sua origem, nem sua compreensão na história e na cultura. No entanto, faço um convite aos que apedrejam esta data, que reflitam sob a influência que o próprio advento traz, como a importância da espera e esperança em tempos difíceis, da reflexão de pensar o que tanto significou para a humanidade o nascimento de Jesus; depois sua morte de cruz, e; sobretudo, a ressurreição. Não se pode falar de Salvação, sem antes mencionar estas etapas…

 Os cristãos aguardam a volta de Cristo! Os evangelhos nos ensinam a amar como Jesus amou. Jesus nos pede bom ânimo, humildade, perseverança. Enfatiza a importância do perdão! É-nos revelado o amor de Deus por meio da trajetória de Jesus… Será tudo finalizado quando Ele voltar…

Tanto conteúdo pra alimentar a fome de pessoas desnutridas, anoréxicas, que precisam mais que tudo, conhecerem o sabor do Pão da Vida, e algumas pessoas perdem tempo procurando “pesquisar” as cores pagãs de cada bola da árvore natalina e sua relação com os “deuses”. Quer coisa mais idólatra que isso?

É tempo de ressignificar nossas vidas…
Nunca vivi um Natal tão reflexivo…
Observo quantas pessoas sofridas…
Precisam conhecer o Deus vivo…
Que nasceu como Jesus Menino…


[i] Agradecimentos à Sueli Castro pelo presente de Natal do Ano passado. Sim, o livro foi e tem sido muito produtivo em minha vida.

[ii]  Aos que não sabiam, sou membro da Primeira Igreja Batista em São João Clímaco

[iii] Sei que muitas igrejas não agem desse modo. Aproveitam esta data para reflexões saudáveis e edificantes com suas respectivas comunidades. No entanto, ouvi isso de cristãos de diferentes tradições, o que honestamente, me entristeceu um pouco.