Em 2008 fui convidado apresentar o lançamento do CD Guerreiro do Céu, do mano LX (Rimativos). Fiquei honrado e trêmulo. Topei o desafio! E iria novamente…

 O Evento contou com a presença de uma galera ultra-criativa, que fazem do RAP não apenas um estilo de vida, mas uma ferramenta para anunciarem o que pensam sobre Deus, amor, Igreja, Jesus; e também o que tanto se têm distorcido sobre estes mesmos temas.

Cada pessoa chamada naquele palco trazia consigo tamanha ousadia, onde em cada frase mencionada era possível afirmar a absoluta coerência.

Lá, também conheci o mano D’ Cristo. Mantivemos os contatos e desde então, tenho acompanhado a trajetória de algumas pessoas que conheci naquele dia.

O RAP é um movimento cultural que têm suas contribuições na história pelas letras politizadas que denuncia(va)m determinadas situações. Da mesma forma, um movimento de contra-cultura acontece na dimensão da igreja. Há uma parcela significativa de pessoas, que se posicionam contra as práticas que algumas instituições (igrejas) vêm aderindo.

Recentemente, o D’ Cristo lançou a música “Mercadore$ da Fé”. A letra expressa com muita propriedade  que temos uma série de picaretas que fazem da Bíblia um manual de empreendedorismo e um livro mágico que realiza desejos.

Desde minha adolescência, questionava várias destas práticas e sempre me posicionei em condição de contínua desconexão entre o que via/ouvia/assistia/lia – destas “figuras” da mídia evangélica. Agora, na transição de jovem rumo à fase adulta (risos), aproveito a oportunidade pra reafirmar que não me arrependo em nenhum momento de decidir caminhar numa via oposta ao que este modelo neopentecostal entende por igreja. Ressalto que continuo sendo um arqui-inimigo da Teologia da Prosperidade. 

Um abraço aos meus amigos LX e D’Cristo. Feliz pela atuação de ambos tanto no trabalho pelo Reino, quanto na cena do RAP.