Nesta tarde chuvosa, assisti o documentário Dirty Money. O vídeo traz a trajetória do skate brasileiro na década de 90 e apresenta alguns dos protagonistas que venceram obstáculos para que o esporte tivesse um reconhecimento no país. No entanto, o Brasil passava por crises financeiras devido o plano econômico implantado pelo Ex-presidente (e hoje, senador) Fernando Collor, o que dificultava o investimento de empresários na fabricação de peças, como também, precarizava as condições de patrocínios aos atletas. Entre muitos dos skatistas persistentes neste cenário, estiveram na cena: Alexandre Vianna, Márcio Tarobinha e Bob Burnquist, sendo este último mencionado, um dos meus atletas favoritos desde meu primeiro encontro com o esporte (há doze anos atrás). O documentário dialoga tranqüilamente com a cultura urbana (da qual eu estive inserido por toda a adolescência/juventude/e…), encerra apresentando um pouco da trajetória de vida daqueles que acreditaram que seria possível um skate reconhecido no País, além da realização de seus sonhos por meio deste esporte.

Após isto, tive uma injeção de ânimo e determinação! Cumulei com um dos vídeos que mais curto de meu atleta favorito, numa competição de 2001 nas finais do X-Games (Hoje a competição mais importante de todos os esportes radicais), onde Bob Burnquist se supera de uma maneira emocionante e leva de forma mais que merecida a vitória da competição…

(Naquela época, na década de 80, Bob Burnquist e os demais skatistas tinham recursos muito precarizados. Observem o nível dos atletas brasileiros hoje…)

Obstáculos sempre nos instigam a dar saltos (passos, arremessos, ollies) maiores…