Procurei mergulhar profundo nas reflexões que ecoam a todo tempo na mente. Tentei neste texto, a abstinência de toda influência advinda das múltiplas correntes teóricas, sejam elas ideo-culturais, filosóficas ou teológicas, sem senso comum, tampouco, conhecimento científico… Nisso, restou-me o senso poético. Este, indissociável do inato. Por vezes, sufocado pelo cotidiano, mas creio eu, ser existente em todo Ser humano.

Também não concordo com essa de neutralidade. Mas ainda decidi deixar de lado a perspectiva crítica – excepcionalmente nesta ocasião – uma vez que me resta apreciar o que freqüentemente passa despercebido. Neste caso, a sobra (o Belo), é o excedente muitas vezes subtraído, quando não esquecido, no montante de atribuições e metas que até podem acumular aquilo que alguns nomeiam de “bens”… Bem, mas ainda não estou aqui para falar disto. Sobretudo, porque nada do que pretendo partilhar, consegui apresentar nos parágrafos supracitados. Então, como numa rampa de skate, vamos dropar e ver o que dá nos próximos…

É certo que até os presentes dias, minhas dúvidas não foram esclarecidas. Ah, e como agradeço por isso! Simplório, quem não quer saber de nada. Pior, são aqueles que (acham) saber de tudo! Destes, tenho procurado distanciar-me. [Exceto ser for realmente De…ixa pra lá, numa outra oportunidade].

Há uma sensação que intensifica a cada momento que respiro – mesmo o ar poluído – compreendo (ou questiono) o quanto isso é precioso. Potencializa minhas perspectivas e condicionam uma visão para além do que se configura nesta atual conjuntura.

Aos que pensam que recordar os acontecimentos é sócio-histórico, justifico que bem antes desta vertente se fundamentar, fazia-se uso da memória. Sim da “cachola”. E é desta que continuarei utilizando…

Uma simples piscadela, ao som de algumas trilhas sonoras, visualizando cada fotografia passada, percebo que o expresso vitalício segue a todo vapor, emanando as emoções que balançam no vagão descarrilado – o coração… E até agora, não há previsão de parada…

Pelo contrário, há um imenso desejo de permanecer seguindo no influxo. Até aqui, reitero que o Vento que Sopra de encontro ao rosto, tem me confirmado que a contra-mão é o real sentido.

Necessário mesmo é vivenciar cada momento. Cômodo seria acomodar-me em afirmações mórbidas. Ainda guardo comigo (e ora compartilho) que a experiência mais incrível protagonizada na comtemporaneidade, se dá quando decido me inspirar numa ação concretizada há mais de dois milênios atrás.

Eternamente grato por esta etapa concretizada…

Aguardo às novas temporadas, contemplado por vocês que estão ao meu lado.

Vinnícius, 26 de março de 2011 – 00h00