Uma série de injustiças acontece todos os dias! Nestas últimas semanas, não tem sido diferente. Entre mandatos cassados que são despistadas e meios recheadas que são remendadas. Na TV, tais assuntos são tratados com tanta superficialidade. Até os programas de humor, conseguem reduzir questões tão importantes, apenas ao progresso de uma audiência constante…

Disso todo mundo sabe! Especulações, sensacionalismos e até mesmo tristes certezas, pelo fato de já sabermos aonde tudo isso vai acabar…

• Deste tipo de pizza não quero nem a azeitona…

Lembrei da fala de um dos palestrantes no Curso de Verão de 2010 que afirmou que o “Poder Judiciário é: Burocrático, Legalista e Burro!” Escolhemos aqueles pra nos representarem, e o que fazem? Condenam! Executam e simplesmente determinam!

Burocrático: Incrível como os processos fluem de maneira tão eficiente quando necessário ou, numa só lentidão para retardar os fatos…
Não é à toa, que o Brasil é o último país do continente a tomar suas medidas para punir os criminosos que aprisionaram, torturaram, assassinaram e comprometeram a vida e liberdade de tantas pessoas no período do Regime militar…

Legalista: Todos são iguais perante a Lei? Quem realmente é contemplado, no sistema judiciário, em todas as esferas do “direito”. Quem deveria representar o povo, acaba favorecendo interesses de uma única classe. Que de fato não está do lado da população. Conservadora e preconceituosa, torna natural as expressões da questão social e traveste em vítimas quem realmente tem seu espaço privado.

e, Burro: Acho que não preciso explicar…

Se não bastasse, tive uma experiência muito negativa com uma causa trabalhista. Como cidadãos, almejamos a garantia e a efetivação dos direitos – sobretudo, porque foram violados. Salários atrasados, férias vencidas e condições insalubres.
A mistura de indignação com a sensação de sentir-se injustiçado é um valor que transcende as taxas monetárias é deixa em um saldo devedor imenso na poupança subjetiva da alma…
Tive a causa ganha! O que não foi grande coisa! Indicaram-me uma advocacia e caracterizam-na como “Boa”.

– Vai lá, que lá é bom! Os advogados são muito eficientes!

Imaginei e tentei encontrar eficiência numa ação que em todo momento, prioriza garantir um direito que foi violado…
Nem quis calcular o tanto de tributos já pagos pela quantia que recebi. Um trízimo (30%), me deixou revoltado. Nomeei este “trízimo” de “mais-valia legalista”.

Direito não é necessidade, nem privilégio! Direito é direito!

Fico extremamente contente quando leio nas escrituras que o conceito de “Justiça” no Reino de Deus, não está em nenhum momento associado, tampouco sintonizado com a “justiça humana”. Após essa reflexão, tranqüilizei-me por saber, que a minha sede de justiça só pode ser identificada, quando sou justo com o outro! Nada parecida com a justiça do Poder Judiciário: Legalista, Burocrática, Burra, Mercenária…