Quantas vezes estamos cheios do vazio? Ou o vazio parece nos deixar cheios?

Quando a expectativa é bloqueada. Quando a vontade não é suprida. Quando o desejo não é realizado. Quando o sonho é interrompido e somos acordados…

Quantas vezes desnorteamos e não encontramos o sentido? Isso em todas as dimensões que configuram esta palavra… Não encontramos o significado (sentido) de nossas inquietações. Perdemos a direção (sentido) de nosso percurso e por fim, acabamos tristes (sentidos) e desamparados sem saber o que fazer com nossas vocações – que partem dos cinco sentidos (sentido).

A busca incansável por prazer não é suprida porque não existe alegria. A denominada verdade nem sempre corresponde à realidade. O excesso de informações aprendidas de nada vale porque não há sabedoria. O ecletismo constata que quem tudo absorve, o faz pelo fato de nada saber discernir.

O antigo torna-se novo travestido de moderno. Interatividade distancia-se da aproximação e expande redes, parecendo até o milagre da multiplicação dos peixes. Porém, a situação atual é de um aquário casual onde há um peixinho – seu PC e alguns pãezinhos…

Pães que não alimentam. Até fermentam devido a explosão de artificialidades. No entanto, não nutrem! Somente engodam! Somos Isca ou identificamos do que nos alimentamos?

Pv- 14.12-15   &  Jo 3.30