Não seria necessário me conhecer plenamente pra saber o quanto sou fascinado pela história do Cristianismo. Aliás, por tudo o que incorpora o desejo de viver em Jesus Cristo. Embora contenha seus escândalos e momentos de (des)equilíbrio, períodos de crises, ruínas e rupturas… Infelizmente, a “fragmentação” ainda é o que mais enfraquece os cristãos, pois um “reino dividido não subsiste”. (Marcos 3.24)

Hoje é comemorado o dia da Reforma Protestante. Há cerca de 500 anos, diversas questões já causavam polêmica e desafiavam o Cristianismo. Teólogos e Historiadores identificam os avanços intelectuais, sociais e culturais,  que se expandiram e obtiveram razões não apenas de questões religiosas,  como também políticas e ideológicas.

Em respeito e admiração pelas três grandes escolas do pensamento cristão – “Católica, Liberal e Protestante”, Romantizo ao dizer que nossas congruências ainda são maiores que as divergências?!

Sobre a contemporaneidade e a situação das igrejas, não seria necessário ler as 95 teses novamente e sim apenas ler a bíblia pra saber que precisamos urgentemente de uma “Reforma Evangélica”. Ora, certos conceitos e mitos “pregados” – ou melhor, apresentados pela TV ou divulgados através de fetiches, mais parecem afastar a igreja dos planos de Cristo e mercantilizar a fé de pessoas, através de uma descarga alienante de sensacionalismos.

Uma vez que a enfâse passa a ser no Indivíduo, não consigo perceber o plano Divino nem razões que estruturem tais templos.

As pessoas necessitam conhecer o amor de Deus, que já foi escancarado ao mundo quando o Cristo foi entregue à morte de cruz por nossos pecados.

O maior rompimento da história se deu por um ato de amor. E ainda não encontrei Dogma, Teoria ou Reflexão capaz de tornar a minha orientação cristã superior à do outro. Creio que devemos crescer na horizontalidade, na diversidade e numa espiritualidade que atinja um nível onde seja possível, em vez de contaminar com as diferenças, contagiar pela mesma Essência.

reforma