Prólogo:

Já dizia o Rubem Alves algo mais ou menos assim:

 “Deus é uma criança! Nunca o vi, mas tenho quase certeza! Como criar tantas cores? Tantas flores? Tantos sabores? Amores, valores

Não acredito num deus barbado sentado num trono dando ordens pra lá e pra cá! Quem pensa assim está enganado! Ele criou as girafas, os pintassilgos, os elefantes, as formigas”…

 Plenamente, de acordo! Só a capacidade contida na pureza de uma criança permitiria…Crianças

  . Ah… minha infância! Quanta saudade! Sei que não posso vivê-la novamente, mas:
criança? Quero ser pra sempre!

Para iniciar esta crônica, tive que convidar meus pensamentos a esquecerem um pouco os assuntos socioeconômicos, os rotineiros e os acadêmicos, só valia utilizar as lembranças e meus sentimentos…

Lembrei que quando brincava com meus carrinhos e bonequinhos, “rapidamente conseguia um cenário”. O sofá da sala tornava-se grandes montanhas, as escadas de casa eram cachoeiras, o lavatório de banheiro virava piscina…

. Impossível esquecer tais sensações! Não expeli lágrimas ao escrever este texto, mas senti que meu coração chorava por dentro, ao Relembrar esses acontecimentos…

. A vida é uma viagem expressa! Tenho certeza que para os homens o tempo tem pressa…

Achei que havia brincado com meus brinquedos, até os 14 anos de idade – enquanto experimentava outras brincadeiras e sensações da vida, mas ainda assim, meus brinquedos eram minha atividade favorita.

Fazem exatamente “11 anos”  que escrevi meu primeiro poema.
Ah… Saudades ao quadrado! Quando, li não resisti! Não pela poesia em si, mas por todos estes momentos que já vivi. É quase inacreditável! Meio contraditório. Não sei se real, mas adotei como ideal…

”Passaram se anos, e posso afirmar que a essência de ser criança está inserida em cada um nós”!

 . Ser infantil é diferente de ser criança

Sei que o Vinnícius bebê não vai mais voltar. Os cabelinhos lisinhos, as bochechinhas, o sorrisinho puro. Ah…  Mas é possível viver como a criança que sempre existiu dentro de mim. Ainda que exista tarefas, problemas e afins…

”Não faço mais gugu-dadá
mas quero brincar de inventar.
não preciso de hora pra deitar,
mas quero tempo pra sonhar”.

Epílogo:
Descobri que o maior brinquedo da minha infância, continua sendo minha brincadeira favorita até os dias de hoje. Na verdade, não eram os carrinhos e bonequinhos, mas, “minha imaginação” foi a dádiva que ganhei pra brincar com a vida. O lápis de cor que recebi pra colorir meu cenário, a guitarra que tenho pra solar nos palcos e teatros, os peixinhos que enfeitam um aquário. Os biscoitos recheados e chocolates que dão graça ao armário…
Se a vida é uma viagem expressa e que tem pressa; quem vive brincando de ser criança está nos assentos privilegiados do percurso vitalício.

 Aproveitem a semana das crianças pra relembrarem a infância. Não agindo com birras e infantilidade, mas com a pureza, beleza e brincadeiras de uma criança de verdade! Não esquecendo que a maior criança que existiu foi o próprio Deus, que em três se dividiu, e em forma humana, como disse Jesus :

 Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como “criancinhas”, não entrareis no Reino dos céus. (Mateus 18.3 / Versão Católica)

 “A maior infantilidade de um homem é recusar-se a viver como criança”. 02/10/08 (Babynnícius Almeida)

* Feliz Semana das Crianças! 05/10/2008