Não sou contra o Tênis! Pior que isso, seria se tentasse justificar o porquê não gosto de Golf (rsrs nem queiram saber porquê). Assim, prefiro balizar a prosa, dizendo que o futebol é muito mais interessante. Por sua história, criatividade, diversidade de jogadas e, sobretudo, por seus usuários, torcedores e simpatizantes…

Cada vez que os preconceitos são lançados semelhantes à raquetadas em bolinhas de tênis, entendo a importância de driblar os problemas, compartilha-los através de passes e sem dúvidas, certifico:

. Mais vale um gol feito por um time, do que um ponto solitário com uma raquete na mão…

Expressões transpiravam! Não sei se por emoção ou apenas por tensão! Cabeças balançavam. Enquanto outras, sequer levantavam! Suadas camisas, vestidos e roupas de todos os tecidos. Alguns eram mesmo do uniforme; outros, da farda que expelia o enfado do corpo cansado do operário que a vestia. De pé, a tia, que trazia nas sacolas uma completa perfumaria, além das diversas bijuterias às suas sobrinhas. Uma criança chorava! Alguém reclamava! Atrás, ouvia gargalhadas…

Entre mochilas e marmitas, bolsas e especiarias, sacolas e envelopes, cadernos e livros, está um time nem tão entrosado, que todos os dias, joga na partida da vida!

Se há treinamento? Concentração? Não! Encontram-se todos os dias nos grandes itinerários dos terminais metropolitanos, dispõem de suas habilidades – em sua maioria braçais, na qual recebem ao final da partida – ou do mês, uma bonificação, inteiramente imerecida – pois o valor de quem joga neste time é pouco reconhecido.

Seriam assim com as medalhas? Os troféus? Ou as políticas públicas para os atletas?

Me fomenta progressivamente suar a camisa e realizar intervenções que vão ao encontro daqueles e daquelas que ainda permanecem sem reconhecer este time como a seleção mais importante do país. Pois o mundo não é um buraquinho, tampouco nossas escolhas são uma bolinha que rola sozinha em um campo amplo de golf.

Neste sábado, muitos correram o primeiro e o segundo tempo de sua jornada de trabalho. Outros, vão para prorrogação. E, alguns, não estão escalados – e, desempregados, sonham e fazem testes contínuos na busca de uma posição, para jogarem – na partida.

Agora, finzinho de tarde: A comemoração…

Gargantas sedentas pela esperada cerveja. A pentecostal que convida pessoas para visitarem a festividade que rola em sua igreja. Os passeios, de pais e filhos; dos que namoram – dos que enrolam. O terceiro tempo começa para a Dona Maria, pois a filha foi num show de pagode e novamente não conseguiu arrumar a casa…

E sem torcida, este anônimo e importantíssimo time joga todos os dias.

Lavam, passam, operam, consertam, servem, faxinam. Jogadores e jogadoras possuidores de sonhos! Com um histórico a ser reconhecido…

Que tal, formar a torcida organizada pelo time dos trabalhadores e trabalhadoras?