A crítica da religião destrói as ilusões do homem a fim de leva-lo a pensar, agir e moldar a sua realidade como um homem que perdeu as ilusões e recuperou a razão. A crítica arrancou as flores imaginárias da corrente sem fantasias e consolo, mas para que se liberte da corrente e colha a flor viva.   – Karl Marx

 Hoje passei em frente à uma avicultura e notei que há  tristes semelhanças entre  aqueles animais envidrados, engaiolados ou até empanados e a realidade (mal) interpretada, porém vivida com os fiéis de uma religião. Afunilo a questão me referindo a fé cristã, aliás, esta podendo ser facilmente confundida, infelizmente; no pior dos casos, com um aquário ou uma gaiola e porquê não, numa casinha pra cachorro?

Compreendo a naturalidade em que cada fiel, por absorver muitas vezes de seus líderes (sejam estes, persuasivos ou realmente preocupados com a causa de propagar o evangelho de Cristo), os valores reproduzidos sobre a importância de sua denominação para com a humanidade.
Contudo, quando essa fé se torna subalterna à de uma outra denominação, comunidade, etc, apenas por meras questões doutrinárias; então, acaba-se por gerar o ‘monopólio de Deus’.

Pois, onde Deus está?

No aquário? Na gaiola ? Ou na casinha do cachorro?
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Ora, sabemos que Deus não se limita nem à esta, ou àquela, que não é enjaulado, pois “O vento sopra aonde quer” (João 3.8). Por qual razão persistem em dizer que são livres. Pois que liberdade há em boiar no aquário, bater as asas enquadradas numa gaiola ou ir à “casa apenas pelo osso, ração ou alpiste” = campanhas, correntes e todo o tipo de fetiche confundido com bençãos.

Jung Mo Sung  em “Cristianismo de Libertação, Espiritualidade e Luta Social” escreve  num artigo A fé, as igrejas e o Reino de Deus”  a grande diferença entre a “liberdade” (2 Co 3.17) e a presença do poder, a vontade da conquista e a imposição de uma única forma de se ver à Deus e a vida – aí, encontra-se obediência e submissão, apenas.

Sartre escreveu que “nascemos condenados à ser livres”. John Stott numa citação em seu livro “A Verdade do Evangelho – Um apelo à Unidade” “aponta a tendência que nós, evangélicos temos para a fragmentação”:

”Hoje, as pessoas falam nas múltiplas “tribos” do evangelicalismo – e ainda fazem questão de acrescentar à palavra evangélico uma qualificação específica. A escolha é bastante ampla: conservador, liberal, radical, progressista, aberto, bitolado, reformado, carismático, pós moderno, etc (…) Mas será isso realmente necessário?”

Não é alpiste, ração ou um mero osso. Jesus é o pão da vida, e sem contra-indicações. Agora, acerca do seu Reino, nos ensinou que se for dividido, não subsiste. Marcos 3.24