9 de julho de 1932, comemorado a revolução constitucionalista. Sinceramente, nem um pouco comovente assistir na TV uma série de coronéis, generais, e militares comovidos pela data; em um noticiário, até vi o choro de um ex-militar nacionalista afirmando que no período do regime militar, se tinha mais segurança… Francamente!!!

“No Brasil, e pelo mundo afora, existem hoje jovens que são vistos com preconceito por morarem em áreas pobres classificadas como violentas”.

Se o estereotipo que padroniza o sujeito criminoso é composto pelo negro, pardo, pobre, favelado…

Sirenes são sinônimos de uma violência travestida em segurança privada, pois, é muito fácil dizer que pistola na cintura defende direitos.

Isso não os dá o direito de atirarem ou tirarem aos gritos a vida de crianças/adolescentes/jovens ou qualquer ser humano, seja em São Paulo, seja no Rio de Janeiro, Haiti, Palestina, Iraque… – e a prioridade do direito à vida?

● Armas não educam, não matam fome!
Talvez os decibéis contidos nos caracteres deste texto não cheguem muito longe. Grito digitando mesmo assim, pois se as autoridades que defendem os interesses de uma dada classe, a “burguesa claro”, já fazem o que é gritante ao povo. Imaginem se reduzirem a maioridade penal?

NÃO A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL!!!

Desculpem-me senhores, Martin, Miragaia, Draúzio e Camargo (MMDC). Minha homenagem fica para uma série de Marias, Manoéis, Damianas e Creuzas que estão na guerra todos os dias, começam sua batalha diária na madrugada e lutam por um prêmio super-explorado, que não são medalhas. Seu mérito é o suor deixado – ora na Avenida Paulista, ora, nos grandes centros comerciais, nos museus – não pelo histórico de vida ‘assalariada’ que possuem, e sim, por muitas vezes, serem contratados por empresas terceirizadas, e estes, são apenas os que faxinam… para alguns! para mim, guerreiros – os verdadeiros que não possuem patente, status, nem estátuas pela cidade – e ainda assim, acima de tudo merecem estar em memória, e em busca constante de reforma, para a melhora desta classe, que o capitalismo explora!!!

Que toquem os sinos para despertar e indicar que a música não deve ser ao som de sirenes. Não são os tiros (nem os tiras) que defendem. O que se deve mirar é a descentralização do poder. E a participação da sociedade decidindo quem deve ser o alvo – a melhora da educação, garantia de direitos civis, sociais, humanos, a punição daqueles que comentem corrupção… ex: Ei, Senhor Sarney, eu sei!!!

“A força de um homem e de um povo está na não-violência”, Mahatma Gandhi.policia

Vinnícius 9 de Julho  Sinos ou Sirenes ?